Por anos quem me seguia via o Anselmo. O cara que treina, que tem filho, que toma café, que viaja, que tava num evento. Pessoa, pessoa, pessoa.

Funcionou enquanto a minha vida era a marca. Não é mais.

Em março desse ano eu fiz uma conta. Cancelei o ChatGPT Pro e montei um time de IAs que trabalha pra mim dentro da agência. Postei isso no Insta no dia 17. Quase ninguém entendeu.

Dois meses depois esse time tá rodando +40 contas de cliente. Médico, hotelaria, varejo, restaurante, evento, esporte. Cada conta com a sua rotina. Cada rotina com o seu agente. Cada agente entregando o caos organizado antes de eu pisar na agência.

Eu sei que tá rodando porque esses dias meu computador queimou. Nenhum dos clientes parou um dia.

Foi aí que caiu a ficha: o que eu tô fazendo aqui não é "usar IA pra postar mais bonito". É outro negócio. E eu nunca falei sobre esse negócio no perfil que mais gente me vê.

Pra mim, é um problema porque tem agência, founder, profissional de publicidade que ia se interessar pelo que eu opero. Mas não chega até essa galera.

O algoritmo entendeu, ao longo dos anos, que meu perfil é "lifestyle de empreendedor que treina". Aí entrega pra esse público. Que engaja com foto de academia, não com print de painel da Meta.

Pra você que me segue há tempo, é problema porque eu já tava postando coisa técnica no meio. E isso provavelmente tava te confundindo. "Ele tá vendendo curso agora?"

Não tô. Não tô vendendo nada.

Tô mostrando como faço. E o que aprendo quando dá errado.

O que vem agora, quando vale a pena escrever.

Uma carta como essa, sobre 1 caso real que rolou operando os agentes. Vai ter número quando der pra ter número. Vai ter o que funcionou. Vai ter o que travou. Vai ter o que aprendi.

Não vai ter promessa. Não vai ter "10 prompts secretos". Não vai ter desconto. Não vai ter "comenta tal palavra que mando o material".

Vai ter o bastidor de quem opera +40 contas de cliente com IA e ainda erra bastante.

Se você é:

Dono de agência sentindo o chão tremer com IA · fica.

Founder querendo entender como contratar IA sem virar refém de uma ferramenta · fica.

Quem me segue há anos pelo Anselmo treinando, comendo, viajando · fica também. A vida pessoal não some. Ela passa a aparecer integrada ao trabalho. Não como conteúdo separado.

Se você veio só pelo lifestyle, talvez ache que mudei. Mudei mesmo.

Uma coisa que vou prometer aqui, porque dá pra cumprir:

Toda edição vai trazer pelo menos 1 coisa que você pode aplicar na operação na segunda de manhã.

Não vai ser teoria. Não vai ser opinião sobre IA. Vai ser: "essa semana eu fiz X num cliente, deu Y, isso me ensinou Z. Aqui é como você usa."

Se uma edição não cumprir isso, me responde nesse email me cobrando. Eu leio todas.

Próxima edição: o primeiro caso. O agente que produziu 4 reels da semana de um cliente em 1 manhã. Vou abrir o fluxo, o que custou (em tempo e em decisão) construir, e o que NÃO funcionou na primeira tentativa.

Até lá.

— Panilha

P.S. Se você é amigo, parente ou conhecido pessoal lendo isso pensando "tá, mas e a vida?" · relaxa. Sábado posto foto do meu filho de novo. Não foi embora. Só não vai mais ser o que pauta esse perfil.

Continue lendo